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Amores eternos.
Tenho dado por mim a amar-te - ainda. O que me surpreende, visto que o passado que vivemos já nos escorreu pelas mãos há muito. Mas tenho-te amado, sim. Nem sempre à mesma hora, mas um pouquinho todos os dias. Tenho assistido, enroscada na almofada, às memórias que guardo. Ainda sinto nelas o teu cheiro, ainda sinto nos ombros o peso da tua sweat que eu tanto gostava de usar. Ainda ouço, se bem que agora apenas em leve sussurro, a tua voz cantante que eu sempre tanto admirei. Tenho dado por mim a amar-te porque, estou quase certa, amar-te-ei sempre. Amar-te-ei não só pela forma como tudo começou, como tudo se deu mas, essencialmente, pela grandiosidade que possuis em ti. Tenho dado por mim a amar-te mesmo tendo-me apaixonado de novo. Tenho-te amado e tenho tido saudades tuas. Muitas até. Mais do que as saudáveis e desejáveis. Lembro-me de ter demorado quase uma eternidade a dizer-te que te amava. Se fosse hoje não o teria feito como fiz, nem teria demorado tanto. Mas hoje é hoje, e não o passado. Mas hoje, se mo permitisses, dir-te-ia que te amo, como sempre amei, e como sempre hei-de amar. Talvez até mais, mas quem sabe, seja efeito da saudade.
Devo-te muito, entre o qual mais um pedido de desculpas pelo modo como permiti que tudo acabasse. Não era minha intenção, nunca o foi. Porque eu amava-te. E nunca ninguém disse que quem ama não erra, pois não?
Porque quando te disse que te amaria para sempre, fui sincera.
Não sou de cá, nem sou de lá .
Talvez me tenha perdido. Talvez até não seja de agora. Perdi-me lá atrás, faz tempo, naquele fim de verão. Perdi-me naquela noite, em que passei a fronteira e por muito que tentasse - oh, se tentei - deixei de avistar a bandeira da minha pátria. Perdi-me quando os dentes começaram a ranger; quando a boca começou a soar menos; quando as altas montanhas, com picos de neve, deixaram de aparecer no meu feliz campo de visão. Perdi-me quando comecei a pertencer a multidões; quando a saudade, ansiosa por ser morta, me transformou em besta sem espelhos. Perdi-me, e por me perder, perdi. Perdi pessoas, oportunidades, perdi sonhos e inclusive perdi o sono. Perdi tanto mais do que tudo o que já ganhara. Perdi o ar puro, perdi a genuinidade. Deixei de saber o que era sorrir, desaprendi a ser eu. Ganhei um vazio de alma do tamanho de sete Terras, ganhei saudade e um coração amargurado. Descobri o arrependimento, e então teria sido bom descobrir uma forma de voltar - mas não havia, assim como continua a não haver.
Agora, não sou de cá nem sou de lá. Agora já sou menos que um clandestino sem identificação. Agora, sou apenas um peso para quem com bom coração me tem, sou apenas um ser qualquer que vagueia e que estorva.
Hoje sei que o meu lugar era lá. Hoje, tenho mais certeza de que nunca hei-de conseguir pertencer aqui.
Agora, não sou de cá nem sou de lá. Agora já sou menos que um clandestino sem identificação. Agora, sou apenas um peso para quem com bom coração me tem, sou apenas um ser qualquer que vagueia e que estorva.
Hoje sei que o meu lugar era lá. Hoje, tenho mais certeza de que nunca hei-de conseguir pertencer aqui.
Privei-me para o resto da vida da felicidade, e tudo de forma tão inconsciente .
Ai se ele cai - vai-se partir *
E faz quase duas semanas, que a minha boca prejudicou toda a minha vida. Faz duas semanas que deixei de te sentir, de te ver, de te poder olhar nos olhos e dizer que te amo. Faz duas semanas que o mundo caiu sobre mim.
E hoje, quando olho para tudo, para os medos e para as inseguranças, para as tristezas e para cada lágrima que desejei verter, e lembro que tudo isto era minimizado por ti, só posso agradecer.
Quem me conhece, sabe que quando deprimo é por motivos que me são tão chegados ao coração, e que tão cedo podem partir. Partem se lhes dás ajuda, partem quando amas este coração. Sozinha, pouco longe posso ir. Sozinha, nunca voei alto. É por isso que continuo dizendo que só contigo sou alguém, só contigo sou feliz. Estás comigo, mesmo quando estás ausente. Minimizas os meus medos, as minhas angustias. Ouves-me mesmo quando não me entendes, e quando assim é esforças-te para compreender. Contigo voei alto, tirei os pés do chão e toquei as nuvens, aquelas bonitas lá bem alto. De repente, sem tempo de aquisição de para-quedas, ouviu-se um estrondo.
Cai por terra. Desfeita de corpo e alma tentei erguer-me. Ainda ali estou. Estendida no chão de coração na mão. O sangue não o vês, já secou dentro das veias e se vaporizou. Os olhos, ainda brilham como quando te olhava cheia de amor. O sorriso, está lá escondido no coração, aquele que está suspenso quase a cair ao chão. O amor parece agora tão longe, a dor tão perto. A queda foi desastrosa, não sei para quantos dos passageiros que este amor transportava. Não sei, o brilho de amor destes meus olhos ainda não me deixou perceber metade do acidente, este meu coração, ainda bate, mesmo separado do corpo. Esta minha alma, vagueia, perto de ti, com a vontade de te proteger e guardar. Mas sem corpo, a alma nada faz, nada pode. Sem ti, a alma não volta, o coração cairá, e o meu corpo, permanecerá naquela estrada para o resto dos tempos. Sem ti, nada posso, nada quero, nada consigo, nada sou.
I'm waiting *
E hoje, quando olho para tudo, para os medos e para as inseguranças, para as tristezas e para cada lágrima que desejei verter, e lembro que tudo isto era minimizado por ti, só posso agradecer.
Quem me conhece, sabe que quando deprimo é por motivos que me são tão chegados ao coração, e que tão cedo podem partir. Partem se lhes dás ajuda, partem quando amas este coração. Sozinha, pouco longe posso ir. Sozinha, nunca voei alto. É por isso que continuo dizendo que só contigo sou alguém, só contigo sou feliz. Estás comigo, mesmo quando estás ausente. Minimizas os meus medos, as minhas angustias. Ouves-me mesmo quando não me entendes, e quando assim é esforças-te para compreender. Contigo voei alto, tirei os pés do chão e toquei as nuvens, aquelas bonitas lá bem alto. De repente, sem tempo de aquisição de para-quedas, ouviu-se um estrondo.
Cai por terra. Desfeita de corpo e alma tentei erguer-me. Ainda ali estou. Estendida no chão de coração na mão. O sangue não o vês, já secou dentro das veias e se vaporizou. Os olhos, ainda brilham como quando te olhava cheia de amor. O sorriso, está lá escondido no coração, aquele que está suspenso quase a cair ao chão. O amor parece agora tão longe, a dor tão perto. A queda foi desastrosa, não sei para quantos dos passageiros que este amor transportava. Não sei, o brilho de amor destes meus olhos ainda não me deixou perceber metade do acidente, este meu coração, ainda bate, mesmo separado do corpo. Esta minha alma, vagueia, perto de ti, com a vontade de te proteger e guardar. Mas sem corpo, a alma nada faz, nada pode. Sem ti, a alma não volta, o coração cairá, e o meu corpo, permanecerá naquela estrada para o resto dos tempos. Sem ti, nada posso, nada quero, nada consigo, nada sou.
I'm waiting *
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Amar (gura) .
E como é estranho ver o que fomos e ver o que somos.
No inicio fugi. Fugi de ti e de mim. Tentei correr para longe do medo de sentir, de me envolver. Corri para longe da dor que já há muito me perseguia e que não queria que voltasse.Olho para trás, para este que - infelizmente - foi pouco tempo e vejo tudo, cada pormenor.
Recordo aquela noite, em que em grupo se passeou por estas bandas. Curiosamente a noite do primeiro beijo, aquele que surgiu de uma forma inesperada após um amuo discreto. Essa noite, estavas mal, devido a factores que não menciono por não acrescentarem nenhuma informação importante. Estavas comigo, de mão dada a passear por aquelas ruas, naquela noite ainda não tão gélida como as de hoje. As de hoje, em que já não te tenho. Lembro-me das conversas esclarecedoras, quando naquele Domingo, deitado tu na minha cama, e eu aconchegada no teu peito, se falou de nós como ainda individuais. Lembro-me de me falares de ti, dos teus medos, dos teus acontecimentos passados.
Recordo com a maior alegria, quando me dizias amo-te com todo o coração, e quando me enroscava no teu peito e no teu ombro devido à timidez que me envolvia. Lembro quando me dizias que eras diferente, e pedias que confiasse em ti, que tentássemos. Lembro quando afirmavas que me ias fazer feliz, e eu em ti - sem arrependimentos- confiei. Lembro-me de quando, naquela noite me pediste em namoro. Lembro de quando consegui finalmente dizer que te amava. Lembro-me de quando me quiseste levar a casa de fim de semana, lembro quando me falaste em ir passar a passagem de ano contigo, de quando sugeriste vivermos juntos. Lembro-me de me teres posto em primeiro lugar em situações que nunca esperei. Lembro-me de te ter magoado, de ter pedido perdão; lembro-me de sofrer. Lembro-me de esperar por ti, de te amar eternamente mesmo podendo parecer conversa da treta.
Sei, que apesar de tudo, hei-de ter confiança em ti, sempre. Sei que hei-de esperar por ti até ao último fôlego. Sei que te hei-de amar mais do que tudo na vida, para todo o sempre.
Gostava de em breve te ter comigo, gostava, de em breve poder mostrar-te que as coisas podem ser melhores, que sou capaz disso. Gostava de te poder mostrar que somos tanto, que podemos ir longe. Gostava de te conseguir dar a entender que és o Homem da Minha Vida. Gostava que soubesses que és o melhor que tenho e alguma vez tive ou alguma vez terei. Gostava que soubesses que tenho o maior orgulho em estar ao teu lado, tenho o maior orgulho em ti. Gostava que soubesses que és mais do que aquilo que pensas, vales tanto mais do que possas pensar. Quero que saibas que dava tudo para ser a mulher da tua vida; para passar contigo cada instante, para crescer e amadurecer a teu lado. Quero que saibas que sem ti, aqui, nada faz sentido algum, sem ti torno-me um eco amargo num corpo cheio de dor.
Não quero perder-te, não quero aprender a ser eu sem ti. Não quero imaginar-me sem ti. Amo-te, tanto mais do que a própria palavra significa. Amo-te, tanto mais do que alguma vez se tenha visto no mundo.
Não quero passar mais noites assim, gelada numa cama. Não quero mais dias assim, amargurados de dor e arrependimento. Não aguento estar assim, lutar sem sucesso, esperar sem obter resposta.
Adorava fazer algo para te mostrar o quanto me és, mas como sei se valerá de algo?!
Garanto que dói, mas eu espero-te ! Espero o tempo que for preciso. Estarei aqui, aguardando a tua chegada.
Amo-te, é tudo o que posso dizer para além de um perdoa-me!
Que amargura esta! Amar dói, mas se é para o amor voltar, aguentar é um sacrifício mais que justificável *
♥
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O que sou hoje, foi devido a ti.
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Saudade.
Conheci-te por motivos tão estúpidos como uma viajem de estudo, uma paixoneta rabugenta e forçada por um garoto que não passava do metro e meio de altura. Talvez não fora amor à primeira vista, até porque negaras vezes sem conta a queda que vi no quarto de hotel. Mas fui convivendo, fui aprendendo a conhecer e por sua vez a gostar. Fui sentindo, integrando-me em ti. Foste fazendo parte e agarrei-te por já não poderes sair. Sair deste meu pequeno e sensível coração. Não podias em determinada altura, ser só considerada de amiga. Îsso já era tão pouco. Sempre estiveste, ouvias e abraçavas, por dizeres que nunca foste boa conselheira. Mas isso chegava, o teu olhar demonstrava o carinho que precisava em momentos do género. E agora ? Onde estás tu ? Onde estás tu para me abraçar neste momento de tormenta ? Eu digo-te. Estás longe, tanto. Estás lá onde eu queria estar, contigo. Estás onde planeamos nos últimos 3 meses. Estás só tu. Levada pelo destino, da mesma forma que aos poucos me foram levados outros. Estás aí, espero que aguardes por mim, porque esta força que trago no coração, reza para que me leve a ti, A ti, minha irmã (L)
Folheto Informativo.
Desesperadamente necessitada de sentimento puro e intenso. Louca por excesso de solidão.
É assim que estou.
1. O que é o AMOR e para que é utilizado
O AMOR é um sentimento extremamente forte que surge nas cavidades do coração e percorre todo o corpo da pessoa contaminada. Por norma surge na presença de um belo Homem, fora e dentro. O AMOR é utilizado não se sabe bem porquê, mas utiliza-se para fins diversos, tais como : beijar, cariciar, abraçar, sorrir, amar, conversar, confiar, respeitar, ouvir, olhar, procriar, e como forma de obter felicidade.
2. Antes de utilizar o AMOR
Antes da utilização do AMOR deve haver bases, como a amizade, a confiança e o respeito. Isto fará com que o AMOR possa actuar de melhor forma.
3. Como utilizar o AMOR
O AMOR é utilizado de forma diversa consoante o infectado. Há quem simplesmente o deixe actuar, havendo também quem decida por ele, pondo-lhe limites e travões. Evite pressões, trambolhões e inseguranças. Não se esqueça, se usar o AMOR sem o fim de procriar, utilize o AMOR de forma segura.
4. Efeitos secundários possíveis
Após uma má utilização do AMOR, ou mesmo em ausência de resultados do mesmo, os efeitos poderão ser : gravidez, morte, tristeza, solidão, abandono, depressão, tendências suicidas, incompreensão, falta de contacto com a realidade, saudade, choro em abundância, vazio emocional e espiritual, carência afectiva, agressividade, desmotivação para com a rotina, a vida e o mundo, perda ou aumento de peso, perda ou ganho de apetite, etc.
5. Como conservar o AMOR
Para conservar o AMOR, dê muitos beijinhos durante o dia, essencialmente ao erguer e ao deitar, confie e converse. Deve ainda regá-lo com surpresas e declarações inesperadas, com palavras meigas e sorrisos, muitos! Poderá a tudo isto juntar uns pedacinhos mínimos de saudades, uns quantos momentos íntimos e entrega. Não se esqueça de aprender a ceder para que o AMOR possa durar mais. Deve acrescentar ainda toques pessoais à sua vontade, desde que ronde o carinho, o respeito e a cumplicidade.
Em caso de dúvida consulte o seu enfermeiro. Ups (já não tenho disso)! o seu farmacêutico (a)
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Tardes assim.
São dias assim que recordava. Era de dias assim - ou momentos - que tinha já me enchido de saudade. Dias em que se ri e se chora de tanto se rir. Ri-se sem motivo. Da desgraça dos outros. Ri-se porque um saco fura e porque outro tem um caso. Ri-se porque se sonha com algo que não faz sentido mas nos envolve. Ri-se porque as frases que saem boca fora não pedem licença e entram a matar. Sim, a matar. Matam a tonta sensatez com que por norma se fala. Eram de momentos assim que esperava regresso. Momentos em que se fala sem nunca cansar, seja do mesmo ou do novo. Conspira-se a vida dos outros, eleva-se o nosso mesmo ego, espreita-se o futuro e enxotam-se os que não nos percebem nem nos querem. Relembra-se um passado, partilha-se o mesmo por não ter sido vivido em conjunto. Sorri-se, comem-se gargalhadas por entre chá, madalenas e pãozinhos que sabem a chocolate mas que nem sequer o têm. Eram tardes assim, na tua casa ou na minha Na da tia também dava. O importante é que sejas tu e eu. O importante, é que ainda sejamos nós, passado tudo e passado todos.
Afinal de contas, não foi sempre isso que apenas importou?
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Profundamente sentidos.
Quero um daqueles. Um qualquer não serve. Tem de ser daqueles para me sentir feliz. Daqueles em que te apertam bem apertadinha, em que te põem a andar à roda se preciso. Quero um daqueles em que voas estando de pés no chão, daqueles em que sentes todo o carinho, sem precisares de acrescento de sons. Quero um daqueles que duram, longos e quentes. Daqueles em que sentes o odor da pele de quem te abraça, daqueles que te fazem querer não sair daqueles braços. Quero um daqueles que são sentidos, daqueles que não pedes, apenas vêm. Quero um daqueles de braços fortes. Quero um daqueles. Quero um dos teus.
Porque daqueles, tu dava-los bem; daqueles, os teus duravam e sentiam-se; daqueles, os teus eram perfeitos *
Que saudade tenho de ti, pelos maravilhosos abraços que davas *
[engraçado reparar as dimensões bombásticas que a saudade pode tomar]
Porque daqueles, tu dava-los bem; daqueles, os teus duravam e sentiam-se; daqueles, os teus eram perfeitos *
Que saudade tenho de ti, pelos maravilhosos abraços que davas *
[engraçado reparar as dimensões bombásticas que a saudade pode tomar]
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Batimento Apocalíptico.
Por muitas palavras que soassem à nossa volta, era a única coisa que eu captava. Era tão forte que não só o meu corpo sentia esse batimento apocalíptico quando se encostava ao teu, mas a minha cabeça ouvia-o, mesmo com o maior ruído de fundo. Sentia-o no peito, quando me arrimavas a ti, sentia-o nos teus braços quando com eles me cercavas, via-o nos teus olhos, inundados de brilho. O tremelique das tuas mãos, os gestos indecisos, as palavras receosas, tudo isto, visto e vivido, juntamente com esse batimento cardíaco que acelerava quando nos aproximávamos , levou-me durante tempo ainda indeterminado e infinito, a acreditar naquele tão frequente "Gosto de ti minha Mary". Tudo isso, visto e vivido, faz-me hoje ainda não acreditar que me deixaste.
- Diz-me: não voltas, pois não ?
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Faz hoje um ano após o fim.
30 de Junho de 2009. Foi precisamente há um ano atrás. Por esta hora, já eu tinha chorado e implorado sem fim que não te precipitasses. Por esta hora, há um ano, já eu tinha dito os maiores disparates. Por esta hora há um ano, já tu tinhas terminado comigo, já o meu mundo tinha rugido, já eu tinha recebido o nosso último beijo. Fora tudo tão rápido. E pensar que dois dias antes, nada daquilo se fazia prever.
Mataste-me. Tentei vezes e meses sem conta recuperar o perdido naquela areia de verão. Tentei infinitamente provar a mudança que criei. Nada. Resultado zero.
Hoje, passado um ano, ainda sinto a tua falta, sinto necessidade de conversas que tínhamos, disparates que só nós entendíamos. Sorrisos e gargalhadas trocadas e o aconchego sossegado que em ti encontrava. Sinto a tua falta, é verdade, mas a dor, o sofrimento, já não me pertencem.
Continuas contudo, a ser o amor da minha vida, e a ti devo o que hoje sou.
Obrigada por teres feito parte de mim, obrigada por teres estado sempre a meu lado, obrigada, por mesmo depois de te afastares me teres tornado na mulher que sou hoje.
Obrigada por me teres dado vida Tiago Amorim de Magalhães ♥
Mataste-me. Tentei vezes e meses sem conta recuperar o perdido naquela areia de verão. Tentei infinitamente provar a mudança que criei. Nada. Resultado zero.
Hoje, passado um ano, ainda sinto a tua falta, sinto necessidade de conversas que tínhamos, disparates que só nós entendíamos. Sorrisos e gargalhadas trocadas e o aconchego sossegado que em ti encontrava. Sinto a tua falta, é verdade, mas a dor, o sofrimento, já não me pertencem.
Continuas contudo, a ser o amor da minha vida, e a ti devo o que hoje sou.
Obrigada por teres feito parte de mim, obrigada por teres estado sempre a meu lado, obrigada, por mesmo depois de te afastares me teres tornado na mulher que sou hoje.
Obrigada por me teres dado vida Tiago Amorim de Magalhães ♥
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Hoje. Apenas hoje.
Quando me reduzo a isto, não sei mais o que fui, o que sou. Nem sequer sei se algo sou. Tenho já como hábito um deambulismo discreto, de forma a que exista e ninguém repare. Movo-me no espaço, mas na realidade faço-o no tempo. Não despego, não consigo, não deixo o passado que me trouxe ao Hoje, não esqueço aquele outrora em que a felicidade era o prato do dia - hoje no prato só vejo moscas.
Penso e repenso, consumo a massa cinzenta com remorsos que nem são meus, remorsos pelo tempo que passa. Não volta, e o que não fizeste, fizesses. Choro, grito. Pontapeio a saudade que contra a minha vontade se dirige a mim como um boomerang. Eu enxoto mas ela volta - volta dizendo ser minha, volta dizendo ser eu.
Os olhos fechados permitem-me ainda ver-te, mesmo quando aqui na realidade já não existe vestígio de ti - de olhos abertos sinto o teu toque, o cheiro natural da tua pele, sinto a tua voz, a forma como chamavas por mim - foste e não regressaste.
Hoje, sou saudade de mim e de ti, sou saudade de todos os que tive, sou saudade do que fui e do que fomos.
Hoje, precisava tanto de ti aqui.
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