Mostrar mensagens com a etiqueta Mentiras. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mentiras. Mostrar todas as mensagens

Metamorfose.



Lembro, aquela timidez que te envolvia, daquela saudade que possuías, longe de mim. Lembro a vontade de construir não-sei-quê-bem, mas que englobasse montões de felicidade. Montões dela queríamos nós. Sei, daquelas histórias que de lado nenhum me pertenciam, das justificações que de lado algum me devias, mas que dizias sentir ter de dar. Sei, do ciume ameno e saudável que falavas ter, quase pela primeira vez em tanto sol posto. Lembro, de ter sido por um dia a Tua Mulher, dito com um beijo final e um sorriso envergonhado. Mas isto tudo, foi ontem.

Hoje, as palavras sofreram uma metamorfose. Viraram pontos de interrogação numa sebenta que faz de vida, faz de minha. Eu, que te designava por transparente, e me deixei enganar tão bem. Eu, que acreditei já ter aprendido e me deixei ir nas tuas falinhas cozidas à lareira. Acreditei, senti, e como de costume, me desiludi.

Não percebo ainda, como mentiste tão bem, ou como mudaste de repente.
Não percebo, como me curaste daquele mal, para te tornares tu nesse mesmo.